Archive for Julho 2014

O TEMPO

            

            O tempo de certo é uma das mais espetaculares criações de Deus. A boa convivência com o tempo é um dos desafios da humanidade. Quando somos crianças queremos que o tempo passe para que nos tornemos jovens, quando jovens desejamos a idade adulta, e na idade adulta desejamos não mais envelhecer, ou que o tempo simplesmente pare.
             E na velhice? Ah, queremos voltar a ser crianças. Entender que para tudo em nossa vida há um tempo, é um dos maiores desafios da vida, e os que conseguem tal proeza, denotam uma invejável maturidade. Tempo. Um dos maiores sonhos da ciência, além da colonização espacial, ou da comprovação de vida em outros planetas, é sem dúvida, a possibilidade de dominar o tempo, de resistir às suas inevitáveis agressões, ou ainda mais, viajar através dele. Viajar, sim viajar. Imagine se pudéssemos dar uma olhadinha, nem que fosse por alguns segundos em nosso futuro, ou voltar e consertar alguma mancada do passado seria fantástico não é mesmo? Não, não seria, pois tiraria um dos mais importantes ingredientes da vida, que é a imprevisibilidade.
            A vida só é encantadora porque é imprevisível, porque não podemos prever nem se quer o próximo segundo. Mas esta não é a mais incrível faceta, que a falta de possibilidade de dominar o tempo, ou de viajar por ele nos proporciona. A mais estupenda, é a de que, sem o domínio do tempo, não temos nenhuma outra possibilidade senão a de confiar em Deus, pois Ele é o único que conhece o nosso futuro, o único que pode viajar no tempo, pois ele mesmo criou o tempo, e para Ele não existe tempo, pois Ele sempre existiu e sempre existirá.


-  Carlos Magno 

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COMO TUDO COMEÇOU - ADAUTO LOURENÇO

Não é a primeira vez em que escrevo aqui no blog sobre um livro que aborde o tão controverso tema Fé e Ciência. Quando da leitura do livro ‘No Principio... ’ do professor britânico E. H. Andrews (veja resenha aqui) estava ainda em minhas primeiras leituras sobre o tema. Só a título de comparação, o livro de Andrews é muito bom para que se ocorra o primeiro contato com o tema, no entanto, a leitura do livro ‘Como tudo começou’ do professor brasileiro Adauto J. B. Lourenço, lançado pela a Editora Fiel em 2007, mostra-se muito mais apaixonante e didática. Em minha opinião, é a leitura indicada para quem deseja responder aos tantos questionamentos a nós impostos pela educação naturalista e darwiniana que recebemos desde os anos mais ermos de nosso processo educacional, posicionando-se como o primeiro passo a ser trilhado por aqueles, que assim como eu, desejam compreender através de uma perspectiva cientifica sadia e coerente como tudo realmente começou.
O professor Adauto Lourenço Nascido no interior do Estado de São Paulo e pertencente a uma família cristã começou a luta por respostas internamente durante a faculdade e os questionamentos cresceram junto com as experiências acumuladas no currículo. Formado em Física pela Bob Jones University em 1990, no Estado americano da Carolina do Sul, obteve o mestrado já em 1994 pela Clemson University, também no mesmo Estado, sendo hoje, uma das maiores autoridades em criacionismo científico.
Professor Adauto, vem realizando e liderando diversas pesquisas. Tendo buscado respostas para os seus questionamentos na Física e na Matemática, Adauto abandonou a teoria da evolução para se tornar um defensor do modelo chamado Criacionismo Científico. O resultado dos anos de estudo foi registrado no livro ‘Como Tudo Começou’. O tema central da obra, a meu ver, é a contestação da preferência do evolucionismo no atual sistema de ensino, garantindo que as evidências da criação são concretas e mais que isso, racionais.
O livro, apesar de possuir uma leitura bastante tranqüila, ao menos na grande maioria do tempo, não é daqueles livros que você lê despretensiosamente, ou apenas para relaxar antes de dormir, a obra de Adauto deve ser lida e encarada como um estudo, e eu particularmente, sugiro ao leitor que crie um plano moderado de leitura do mesmo, para facilitar a assimilação dos conteúdos e argumentação do mesmo, em outras palavras, é um livro para ser livro lido lenta e refletidamente.
O livro contém sete (7) capítulos de conteúdo, contando ainda com um vasto apêndice recheado de equações e um glossário, que facilitam a compreensão de algumas palavras e expressões distantes para aqueles que não possuem intimidade com os termos científicos utilizados.
Percorri suas 286 páginas durante quase um mês, dissecando cada capítulo. Como são muitas informações, quero a partir de agora, compartilhar com vocês minha impressão da leitura de cada capítulo em particular:
CAPÍTULO 1 - A ORIGEM DAS TEORIAS
Neste capítulo inicial, chegamos através da ótima exemplificação do professor Adauto Lourenço, a conclusão de que sim, teorias e leis científicas podem e devem andar juntas. Aprendemos também que Naturalismo e Criacionismo são duas cosmovisões muito antigas, que se propõem a serem modelos para o entendimento e a reconstrução da história, e o que achei muito interessante, o fato de que argumentos racionais também incluem a existência de Deus.
CAPÍTULO 2 – A ORIGEM DA INFORMAÇÃO
 O leitor é apresentado a Teoria do Design Inteligente, que leva-nos a pensar um pouco mais sobre a origem da informação encontrada no universo e na vida. Compreendemos que a proposta de Design Inteligente antecede os escritos de Darwin, não sendo, portanto, uma tentativa de refutação de seus escritos, como também que, a TDI, nada tem a ver com religiosidade, longe disso, mostra-se muito cientifica.
CAPITULO 3 – A ORIGEM DO UNIVERSO
De longe, o capítulo que mais me fascinou no livro. Quem me conhece sabe que sou encantado pelo o tema. Neste ponto da leitura pudemos compreender que o que vemos a olho nu, na realidade é uma parte insignificante do universo, neste capítulo, o leitor é convidado a conhecer outros mundos, galáxias e estrelas distantes. Um pouco de história da cosmologia, e como essa se desenvolveu com o passar dos séculos é mostrada. Conhecemos as características que fazem da Terra um planeta privilegiado, ocupando assim um lugar muito especial no cosmos.
CAPITULO 4 – A ORIGEM DA VIDA
A fascinação continua neste capitulo. Concluímos que a origem da vida prossegue posicionando-se como um grande mistério para a teoria naturalista, e que diversas teorias que supostamente reforçariam os argumentos do naturalismo, como a suposta evolução bioquímica de Oparin e Miller, já há muito foram refutadas e tidas como impossíveis de ocorrer. E claro, a velha discussão sobre a possibilidade de processos randômicos ou aleatórios terem gerado informações necessárias ao surgimento da vida, foi o centro de profundo debate durante esse capítulo.
CAPITULO 5 – A ORIGEM DOS FÓSSEIS
O leitor é convidado a estudar a imensa variedade de organismos disponíveis no registro fóssil, e a conhecer os diversos processos pelos os quais os mesmo vêm a ser formados. Embora existam como acabo de mencionar, diversos processos que os criem, Adauto mostra que a fossilização é um evento extraordinário, ou seja, sua ocorrência não é tradicional. Ainda, há uma discussão sobre se a existência de fósseis reforça ou não a teoria da evolução.
CAPITULO 6 – A ORIGEM DOS BILHÕES DE ANOS
Embora o tema do capítulo me interesse e muito, para mim, que sou um confesso amante da área das ciências humanas, este capítulo que é vasto em cálculos e exemplificações matemáticas, tornou-se o mais difícil (chato) de se ler. Nele há uma exaustiva argumentação através de algumas (muitas) equações sobre a fragilidade dos métodos de datação utilizados pela a ciência em nossos dias, pois todos estão baseados em pressuposições questionáveis. Uma conclusão é certa após a leitura desse capítulo: As conclusões obtidas pelo o entendimento que existiram longas eras, tem produzido mais conceituações dogmáticas do que cientificas.
CAPITULO 7 – A ORIGEM DO CATASTROFISMO
Aqui, vemos que a terminologia associada ao catastrofismo é comum tanto para criacionistas como para os naturalistas. É uma proposta observável, sendo assim, objeto de estudo cientifico. São causados por impactos de corpos celestes no planeta Terra, e o leitor, é convidado a conhecer suas causas e exemplos de impactos famosos ao longo da história.
De fato, “Como tudo começou” é uma obra espetacular. Pretendo em breve, efetuar a leitura de outro título do professor Adauto Lourenço “Gênesis 1 e 2’, pois a escrita, a clara argumentação e a centralidade nas Escrituras, são marcas presentes na obra do professor.
Por fim, deixo esta palestra do autor do livro, ministrada durante a 10 ª Conferência Fiel Jovens, no ano de 2012, onde Adauto Lourenço utiliza basicamente o material do livro “Como tudo começou”. É uma boa pedida assistir antes de iniciar a leitura do mesmo:


Em Cristo,

Até a próxima semana!

Carlos Magno

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POR QUE SOU CRISTÃO - JOHN STOTT


Esta semana efetuei a leitura de um livro, que há tempos estava entusiasmado para ler. 'Por que sou Cristão’, lançado pela Editora Ultimato, de autoria do pastor, teólogo e escritor britânico John Stott. Indicado pela revista Time como uma das personalidades mais influentes do mundo. Stott,  que faleceu em julho 2011, foi autor de mais de 40 livros que tratam dos mais diversos assuntos.
Por que sou cristão? Sem sombra de dúvida é um indagação extremamente pertinente em nossa atualidade. Vivemos uma crise na igreja evangélica brasileira/mundial, onde há abundância de evangelhos e novas interpretações têm descaracterizado e manchado a bandeira do verdadeiro evangelho, trazendo confusão aos cristãos de nosso tempo, pois, como vou saber por que sou cristão? Se nem sei ao certo se as minhas convicções e se a minha teologia é bíblica? Essa sem dúvida é uma reflexão, que ao menos para mim tornou-se inevitável, já nas primeiras páginas do livro.
Quem nunca foi abordado por alguém que questionou a sua fé e suas convicções? Situação cada vez mais comum, nesses tempos de volumoso secularismo, em que vivemos. Para muitos, dizer-se cristão é um atentado à inteligência e um profundo desrespeito à ciência e a lógica, e que toda ideologia religiosa é um atraso à sociedade humana. Essa linha de pensamento se coaduna muito bem com o defendido pelo o matemático e filósofo britânico Bertrand Russell, que afirmava que todas as religiões do mundo são inverídicas e danosas.¹  Seguindo essa linha de pensamento, Russell apresentou em Março de 1927 uma palestra pública no sul de Londres intitulada ‘‘Por que não sou cristão”, que logrou um estrondoso sucesso na época, dada a sua conhecida eloquência e domínio sobre a argumentação que usou. Já no ano de 1957, essa palestra veio a ser publicada em um livro, contendo uma coletânea de seus escritos, naturalmente intitulada de ‘Por que não sou cristão?” ²   
Como é facilmente perceptível durante a leitura, John Stott (apesar do título), não busca refutar as ideias lançadas por Russell, ponto a ponto. A meu ver, a maior motivação para a escrita do livro, foi além de uma simples batalha argumentativa, concentrando-se (agora parafraseando o autor), numa defesa necessária em prol do Cristianismo, que Bertrand Russell nem se quer levou em consideração.
Quanto à leitura, a obra é fácil de ler, é leve e extremamente participativa. Stott enumera o livro em sete pequenos capítulos, onde em cada um desses, expõe dispondo das mais diversas ferramentas argumentativas, as razões pelas quais ele se diz cristão e mais que isso, discípulo de Cristo. A cada página, temos nossas motivações postas em ‘check’. Perguntas como: Por que tenho sido cristão? Quais as minhas convicções? Que mudança Cristo tem feito em meu viver? São freqüentes durante a leitura.
As razões apresentadas, a veracidade das situações que me fizeram chegar-se até o Senhor, relacionar-se com Ele e o mais importante, o desfrutar da paz, da liberdade, da completude e da inigualável Salvação, a nós apenas possível por causa de Jesus Cristo, são elucidadas ao longo do livro, e o mais importante, de forma fiel às Escrituras. Por fim, refletir sobre o porquê ser de Cristo e como devo cultivar o meu relacionamento com Ele, são legados que trarei para a vida, após a leitura desse maravilhoso título. Sem dúvidas, indico prontamente a você a leitura deste clássico da literatura cristã!

Até a próxima semana!

Em Cristo,

Carlos Magno.


NOTAS
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1. RUSSEKLL, Bertrand. Why I Am Not a Chistian. Ed. Paul Edwards.
George Allen & Unwin, 1957. (Página 11)

2. RUSSEKLL, Bertrand. Why I Am Not a Chistian. Ed. Paul Edwards.
George Allen & Unwin, 1957.









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